 | Por força da crise econômica, muitos brasileiros estão trocando o trabalho nas fábricas pelo campo, em busca de alternativas de emprego. Em Hamamatsu, na província de Shizuoka, desde o final de janeiro 20 estrangeiros estão trabalhando em um bambuzal no parque ao lado do Hospital Iryo Center, no bairro de Tomitsuka.
Eles recolhem os bambus caídos, inclinados e amarelados, fazem o corte de cinco em cinco metros e depois os amarram em pilhas. Elas são utilizadas para fazer barragens no próprio bambuzal para impedir deslizamentos nos dias de chuva.
As vagas foram uma iniciativa da Associação de Parques e Áreas Verdes de Hamamatsu e estavam disponíveis no Hello Work para os 20 primeiros que se inscrevessem.
O brasileiro Evandro Duarte de Oliveira, 28, conta que madrugou e chegou às 3h à Agência Pública de Emprego para pegar a senha número 1. Conseguiu o emprego, mas ainda vive dias de intranquilidade porque terá de desocupar o apartamento da empreiteira no próximo dia 24. "Para mim, a crise chegou no final de dezembro, quando fui cortado da linha da Suzuki. Minha esposa está desempregada desde outubro e temos um filho pequeno, então, os 120 mil ienes que vou receber aqui, vão ajudar bastante. Acontece que tem brasileiro que está escolhendo o tipo de serviço, por isso continua parado, vivendo do seguro desemprego", diz Oliveira.
O trabalho no bambuzal vai até o dia 30 de março e a remuneração é de 6 mil ienes por jornada de trabalho, das 08h às 16h15, pagos no final do dia.
O paranaense Marciano Keiki Nemoto, 29, trabalhava na Okamoto Prensa, de Takaoka, Hamamatsu, mas foi cortado em outubro. "Desde outubro, só arranjei um arubaito numa pastelaria, por isso estou me esforçando aqui no corte do bambu. Levanto cedinho, vou de bicicleta até o ponto de ônibus e sigo até o bambuzal", explica ele, na esperança de conseguir outros serviços depois de março.
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No.698 - 2009/02/16(Mon) 19:17:37
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